Passo a estar no Tio Vânia. Faz o favor de me acompanhar.
23.10.09
22.10.09
20.10.09
Cultura clássica
25 visitas, marca o contador hoje. Pergunto: porquê? Terei perdido as minhas qualidades enquanto blogger? Será o Mictório Luzidio uma pálida imagem do que outrora foi? Que fiz eu, para fazê-lo merecer um recorde destes? A insegurança... Oh, esta insegurança dos que sempre sofrem, porque os desígnios nunca são bem o que poderiam ser! A promessa eternamente não cumprida da plenitude! E porque não a perfeição? Porque não aquele blogue sem o qual ninguém conseguiria continuar vivendo, de tão intenso e inesgotável na inspiração que propõe? Porque não é esta composição do Keith Jarrett, que oiço, a materialização em blogue do que sou, do que posso fazer? Quero ser mais, blogger profissional, quero o livro Mictório Luzidio nas livrarias, uma apresentação muito chique nas livrarias mais in de Lisboa e do Porto (Portugal, para meio entendedor), e a crítica no Expresso! Os copy pastes de inspiração lireana ou qualquercoisaumpoucomaisrascaeana, e as 4 estrelitas ao encosto, que as 5 estão reservadas para os veteranos, e alguns mortos também. Entretanto mandei um e-mail ao Pedro Mexia, mas ele não me respondeu. Qual a receita, queria eu saber? Apenas o ser espectacular? É que, dizem-me fontes próximas, sou espectacular quanto baste. Porque não tenho então 120 seguidores no Blogger e 347 seguidores no Google Reader? Que estarei a fazer mal? Porque é que não sou citado semanalmente pelos blogues da alta? Porque não sou o blogger mais estimado aquém e além fronteiras? Porque não me passam correntes? Porque continuo a escrever na penumbra? Porque não me anunciam como o próximo A pipoca mais doce? Posso calçar um salto alto, posso depilar uma perna e contar depois como foi, posso ir a um casamento e tirar uma fotografia à saia, e depois publicá-la. Porque não? Porque raio não hei-de fazer o que está ao meu alcance para ser o mais famoso de todos os bloggers?
Como homem de não perder tempo que sou, começo já com umas maminhas, que eu bem sei que o pessoal muito aprecia, não fosse aquele blogue-que-como-é-linkado-por-tudo-o-que-é-blogue-de-alto-gabarito-parece-que-é-mais-do-que-inicialmente-dá-a-entender-mas-afinal-não-afinal-numa-avaliação-extremamente-atenta-podemos-compreender-que-afinal-são-mesmo-só-mamas-e-cus um dos mais famosos que por cá temos. São da Carla Bruni, estas. A foto intitula-se «Carla Bruni nude».

Como homem de não perder tempo que sou, começo já com umas maminhas, que eu bem sei que o pessoal muito aprecia, não fosse aquele blogue-que-como-é-linkado-por-tudo-o-que-é-blogue-de-alto-gabarito-parece-que-é-mais-do-que-inicialmente-dá-a-entender-mas-afinal-não-afinal-numa-avaliação-extremamente-atenta-podemos-compreender-que-afinal-são-mesmo-só-mamas-e-cus um dos mais famosos que por cá temos. São da Carla Bruni, estas. A foto intitula-se «Carla Bruni nude».

Post cuja razão de existir não é necessariamente a pirraça
Celebrar a vida, comprando por 5€ um filme do Ozu chamado «Bom dia».
18.10.09
Errata
Reparo só agora que no post anterior escrevi que «a beleza é uma tentação.» Na verdade, o que ela tinha dito ao Marquinhos foi «a fraqueza é uma tentação.»
É importante atentar neste erro, porque que a beleza era uma tentação, já o Marquinhos sabia muito bem. Mas que a fraqueza era a sua tentação mais cara, era coisa de que não se tinha ainda percebido.
E quantas são as coisas que existem sem que um homem dê por elas[ponto de exclamação]
É importante atentar neste erro, porque que a beleza era uma tentação, já o Marquinhos sabia muito bem. Mas que a fraqueza era a sua tentação mais cara, era coisa de que não se tinha ainda percebido.
E quantas são as coisas que existem sem que um homem dê por elas[ponto de exclamação]
17.10.09
16.10.09
Falam muito mal dos indivíduos ambiciosos, mas é só inveja
E sobre o problema da falta de ambição crónica, alguém se ocupa?
15.10.09
Marquinhos
"Então é assim, Marquinhos", disse ele, "o mundo divide-se entre os homens que chegam aos 30's e lamentam-se porque os 20's foram melhores, e os homens que chegam aos 30's e dizem que jamais voltariam atrás. Tu farás parte dos últimos." Marquinhos sorriu.
Só um tapinha
Ontem, um bocadinho de Eurípedes para a - como dizem? - catchola. A Ifigénia na Táurida do Eurípedes excita um pouco mais que a do Goethe. Tem mais acção, mais pirotecnia. Até Atena tem a sua aparição gloriosa. Digamos que a Ifigénia na Táurida do Goethe é o As asas do desejo, e que a do Eurípedes é a Cidade dos anjos. Confio que percebes.
De resto, prometo que vou estar uns tempos sem voltar a falar da Ifigénia na Táurida. É que é mesmo daquelas temáticas que, sei, não interessam a ninguém, e longe de mim querer alienar alguém que não eu. Prometo que, a falar, falo de uma coisa mais - como dizem? - fixe. Como aquele vídeo daquela actriz e romancista brasileira que cospe para uma fonte qualquer dos Jerónimos, e que até apareceu no telejornal da Sic. Isso sim, era um tema de post a valer.
De resto, prometo que vou estar uns tempos sem voltar a falar da Ifigénia na Táurida. É que é mesmo daquelas temáticas que, sei, não interessam a ninguém, e longe de mim querer alienar alguém que não eu. Prometo que, a falar, falo de uma coisa mais - como dizem? - fixe. Como aquele vídeo daquela actriz e romancista brasileira que cospe para uma fonte qualquer dos Jerónimos, e que até apareceu no telejornal da Sic. Isso sim, era um tema de post a valer.
14.10.09
Platónov, Medeia, Antígona, Ifigénia, eu e tu
Porque me andam a obrigar a ler teatro, saí hoje da livraria com três indivíduos debaixo do braço: o Platónov, a Medeia e a Antígona. A Ifigénia, no entanto, continua a ser a minha predilecta. Não que goste mais dela que de qualquer outro dos três que trouxe hoje comigo, mas porque é com ela que, quer queira quer não, vou passar as próximas semanas. Como consequência, tu, leitor do ML, estarás com ela também. Faço questão. Juntos saberemos quem é a Ifigénia, porque quer o que quer, porque vai para onde vai, porque está onde está, porque está como está. Juntos responderemos a todos os porquês, e colocaremos a nu todos os segredos. Teremos Ifigénia nua perante nós. Bem sei que a Ifigénia, pelo menos a do Goethe (embora ainda vá à de Eurípedes, e quem sabe se também à de Racine, embora não planeie despi-las da mesma forma), é «uma seca» e figura numa peça em que «não acontece nada». Mas às vezes há que fazer cedências. É acreditar com tamanho afinco que o que não te convém, afinal, te convém. Se conseguimos fazer isso, tudo é fácil. E olha que não tem havido muitas facilidades cá para estes lados. Mas é essa uma das lições que a Ifigénia do Goethe nos ensina: se não há facilidades, não esperes pelos Deuses que as resolvam, porque no fundo, no fundo, estás por tua conta.
Goethe foi um visionário.
Goethe foi um visionário.
13.10.09
A conversa dos cabeçalhos
Descobri, através deste, mais um candidato ao blogue com melhor cabeçalho do universo, é o Sítio Peludo.
11.10.09
O tio
Do que li este ano (muito pouco), o tio Vânia é o personagem mais simpático. Há aquele momento deliciosamente dilacerante em que ele diz que poderia ter sido um Schopenhauer ou um Dostoievski, mas que acabou por ser ninguém. Na verdade, nem homem suficiente é para dar nome à peça. Teve que se lhe anteceder um «tio».
Gosto muito de quem admite poder ter sido outro, naturalmente melhor, mais bem-sucedido. Também o faço, e é reconfortante. O tio Vânia, no entanto, é ainda mais simpático, porque não aceita a responsabilidade da culpa. A culpa é sempre do outro, mesmo que se saiba que não. Talvez a peça seja sobre isto: o que se sabe, mas com o qual não se trabalha. E como isso, na prática, resulta numa vida tão fodida. Se assim for, é um tema muito bom, e tiro o chapéu ao Tchékhov.
P.S - O texto que li nem foi traduzido pelo Filipe Guerra (Jorge Silva Melo; nem sei se directamente do russo, mas o prefácio é bom), mas visitem O Vermelho e o Negro, que é actualmente o blogue que, com novo cabeçalho, combate de forma mais eficaz o Google Reader e o stress ao mesmo tempo.
Gosto muito de quem admite poder ter sido outro, naturalmente melhor, mais bem-sucedido. Também o faço, e é reconfortante. O tio Vânia, no entanto, é ainda mais simpático, porque não aceita a responsabilidade da culpa. A culpa é sempre do outro, mesmo que se saiba que não. Talvez a peça seja sobre isto: o que se sabe, mas com o qual não se trabalha. E como isso, na prática, resulta numa vida tão fodida. Se assim for, é um tema muito bom, e tiro o chapéu ao Tchékhov.
P.S - O texto que li nem foi traduzido pelo Filipe Guerra (Jorge Silva Melo; nem sei se directamente do russo, mas o prefácio é bom), mas visitem O Vermelho e o Negro, que é actualmente o blogue que, com novo cabeçalho, combate de forma mais eficaz o Google Reader e o stress ao mesmo tempo.
10.10.09
Na cornucópia, a abrir 2010
– Então, diga-me lá, o que achou da Ifigénia na Táurida?
– Tenho jogado muito Pokémon.
– A Ifigénia de Beatriz Batarda é magnífica. As nuances com que a construiu são admiráveis...
– Agora preciso é de apanhar um Lapras, que o meu Starmie já não dá bem conta do recado. Não tem HP suficiente. O Lapras, nesse aspecto, é excelente. Dura imenso tempo em batalha, e não fica nada atrás do Starmie em termos de poder de ataque bruto.
– ...Resultado de uma abordagem invulgar, na sua impressionante subtileza.
– Um Lapras dava-me mesmo jeito, porque não tenho nenhum pokémon com poder de gelo...
– E o resto dos actores está também muito bem. Interessante, o desvio no registo de Vítor d'Andrade, relativamente aos restantes actores. Foi inteligente, a forma como pegou no Pílades. É efectivamente uma personagem diferente de todos os outros. Requer uma certa leveza, não é? Se representado de outra forma, creio que dificilmente funcionaria.
– E com o Lapras, que é um misto água/gelo, posso usar em combate um Ice Beam, que, como se sabe, é extremamente eficaz contra pokémons dragões, como o Dragonite, por exemplo, bem como contra os de erva.
– E que grande versão do texto, a de Frederico Lourenço. No papel, confesso que gosto mais da tradução do João Barrento, mas sempre me questionei sobre como resultaria a sua abordagem mais sofisticada ao texto em cena.
– No entanto, contra os de erva posso utilizar o Pidgeot, que é uma ave. Os poderes dos pokémons-ave são sempre muito eficazes contra os pokémons de erva.
– Mas a versão do Frederico, mais directa, funcionou às mil maravilhas, confesso.
– Fique sabendo que a eficácia de um pokémon voador sobe para o dobro, se contra um pokémon de erva.
– Mas fale-me da peça, homem. Bem sei que a tem estudado. Diga-me o que achou.
– A cadeira deu-me cabo das costas.
– Bem sei, já mudavam as cadeiras daquela sala. Torna-se complicado, para quem tem problemas de coluna.
– E o Diogo Infante estava mesmo à minha frente. Um bocadinho para a minha esquerda, na verdade. Distinto, como de costume, mas está gordito, ele.
– E o que achou das paragens musicais, entre actos? Para uma peça tão económica nos seus meios, resultou surpreendentemente bem, não considera?
– Mas também já não é nada novo. Já deve ter uns 40 e tal... 50?
– E sobre a peça não me diz nada.
– Digo, sim. Na verdade, há tanto para ser dito. Por exemplo, os holofotes estavam mesmo a meu lado. Não deviam estar em muito bom estado, porque a partir de certa altura começaram a fazer um barulhinho irritante. Durante quase todo o espectáculo ouvi bzzzzz, bzzzzz, bzzzzz. Saí de lá com uma dor de cabeça que não lhe digo nem lhe conto.
– Tenho jogado muito Pokémon.
– A Ifigénia de Beatriz Batarda é magnífica. As nuances com que a construiu são admiráveis...
– Agora preciso é de apanhar um Lapras, que o meu Starmie já não dá bem conta do recado. Não tem HP suficiente. O Lapras, nesse aspecto, é excelente. Dura imenso tempo em batalha, e não fica nada atrás do Starmie em termos de poder de ataque bruto.
– ...Resultado de uma abordagem invulgar, na sua impressionante subtileza.
– Um Lapras dava-me mesmo jeito, porque não tenho nenhum pokémon com poder de gelo...
– E o resto dos actores está também muito bem. Interessante, o desvio no registo de Vítor d'Andrade, relativamente aos restantes actores. Foi inteligente, a forma como pegou no Pílades. É efectivamente uma personagem diferente de todos os outros. Requer uma certa leveza, não é? Se representado de outra forma, creio que dificilmente funcionaria.
– E com o Lapras, que é um misto água/gelo, posso usar em combate um Ice Beam, que, como se sabe, é extremamente eficaz contra pokémons dragões, como o Dragonite, por exemplo, bem como contra os de erva.
– E que grande versão do texto, a de Frederico Lourenço. No papel, confesso que gosto mais da tradução do João Barrento, mas sempre me questionei sobre como resultaria a sua abordagem mais sofisticada ao texto em cena.
– No entanto, contra os de erva posso utilizar o Pidgeot, que é uma ave. Os poderes dos pokémons-ave são sempre muito eficazes contra os pokémons de erva.
– Mas a versão do Frederico, mais directa, funcionou às mil maravilhas, confesso.
– Fique sabendo que a eficácia de um pokémon voador sobe para o dobro, se contra um pokémon de erva.
– Mas fale-me da peça, homem. Bem sei que a tem estudado. Diga-me o que achou.
– A cadeira deu-me cabo das costas.
– Bem sei, já mudavam as cadeiras daquela sala. Torna-se complicado, para quem tem problemas de coluna.
– E o Diogo Infante estava mesmo à minha frente. Um bocadinho para a minha esquerda, na verdade. Distinto, como de costume, mas está gordito, ele.
– E o que achou das paragens musicais, entre actos? Para uma peça tão económica nos seus meios, resultou surpreendentemente bem, não considera?
– Mas também já não é nada novo. Já deve ter uns 40 e tal... 50?
– E sobre a peça não me diz nada.
– Digo, sim. Na verdade, há tanto para ser dito. Por exemplo, os holofotes estavam mesmo a meu lado. Não deviam estar em muito bom estado, porque a partir de certa altura começaram a fazer um barulhinho irritante. Durante quase todo o espectáculo ouvi bzzzzz, bzzzzz, bzzzzz. Saí de lá com uma dor de cabeça que não lhe digo nem lhe conto.
7.10.09
A banda-sonora de uma adolescência
Não lembro a última ocasião em que tinha ouvido os três primeiros álbuns dos Portishead, assim seguidos. Faço-o hoje novamente, com os estores fechados, fingindo ser ainda noite.
Quando ouvia isto, há uns anos, fazia-o numa espécie de impulso masoquista. Hoje não preciso de música que traga até mim falsas depressões. Sinto agora a música dos Portishead como o menor dos males. Abençoados.
Quando ouvia isto, há uns anos, fazia-o numa espécie de impulso masoquista. Hoje não preciso de música que traga até mim falsas depressões. Sinto agora a música dos Portishead como o menor dos males. Abençoados.
5.10.09
Uma pomba da cor do arco-íris
Porque é que as pombas brancas representam a paz, e as pombas cinzentas a javardice urbana? Procuremos, por solidariedade, colocarmo-nos na pele (nas penas) da pomba cinzenta. Ser-nos-ia prazeroso ser a variante esquecida da espécie? É sensivelmente o mesmo que dizer que os homens brancos são muito espectaculares, e que os pretos são caca. Esta, ideologia velha, está já bem ultrapassada (finjamos, para a conveniência do fluir do texto). Para quando, então, a extensão dos direitos da pomba branca à pomba cinzenta? Será sensato continuar a empurrar barbaramente a pomba cinzenta para este gueto existencial? Serão as pombas cinzentas naturalmente javardas, ou se-lo-ão como resposta inconsciente a essa exclusão à qual sempre terão sido submetidas? Porquê perpetuar esta injustiça tremenda? Que lucramos?
Pensa nisso.
Pensa nisso.
Gota
Parece-me que na peça do Goethe, Ifigénia na Táurida, a Grécia é, para Ifigénia, mais espaço mental que físico. Se a Grécia aqui é pátria, ou retorno (para onde?), será esta Grécia de Ifigénia uma Alemanha de Goethe?
Isto para dizer que ando com muita vontade de ler o Viagem a Itália, e que não ter tempo ou dinheiro é aborrecimento maior, ou macroaborrecimento, como diria alguém da televisão.
Isto para dizer que ando com muita vontade de ler o Viagem a Itália, e que não ter tempo ou dinheiro é aborrecimento maior, ou macroaborrecimento, como diria alguém da televisão.
3.10.09
Post sobre versatilidade - exercício
Leio um Nós, do Ievgueni Zamiatine, que não é meu, e calha-me ler a seguinte passagem, sublinhada:
«A liberdade e o crime estão tão indissoluvelmente ligados como... digamos, o movimento dum aero e a sua velocidade; supondo que a velocidade do aero=0, o aero não se move; assim também se a liberdade do homem=0, o homem não comete crimes. É evidente. A única maneira de livrar o homem do crime é livrá-lo da liberdade.»
(Ievgueni Zamiatine, Nós, p.41. Antígona, 1990. Trad. do ingês de Manuel João Gomes)
Agora substituamos crime por outro conceito qualquer.
«A liberdade e o crime estão tão indissoluvelmente ligados como... digamos, o movimento dum aero e a sua velocidade; supondo que a velocidade do aero=0, o aero não se move; assim também se a liberdade do homem=0, o homem não comete crimes. É evidente. A única maneira de livrar o homem do crime é livrá-lo da liberdade.»
(Ievgueni Zamiatine, Nós, p.41. Antígona, 1990. Trad. do ingês de Manuel João Gomes)
Agora substituamos crime por outro conceito qualquer.
2.10.09
Conveniências
Mas eu até pensava que ninguém ligava nenhum ao que o António Lobo Antunes diz nas entrevistas. Juro que pensava.
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